REPERCUSSÃO

"Nesse livro de ditados "desditos", de "frases desfeitas" por meio de artifícios gráficos, há coisas surpreendentes e divertidas. O mais curioso do projeto, creio, está no fato de se apresentar como um desses livros "para não ler", ao mesmo tempo em que exige uma espécie de "releitura" por parte de quem o tem diante dos olhos; o que o autor faz é "desescrever" o óbvio, num ambiente em que o público, talvez, resista a ler o complicado."
Marcelo Coelho, sobre o livro eraOdito (Ilustrada, Folha de S. Paulo)

"Contos que irradiam uma terceria dimensão que ainda nem tivemos tempo de decifrar."
João Gilberto Noll, apontando o livro Angu de Sangue como um dos cinco melhores "luxos" da literatura brasileira (revista Superinteressante)

"Angu de Sangue revela um contista hábil e promissor."
Carlos Graieb, Revista Veja

Marcelino Freire usa com afinco armas literárias contundentes e eficazes. Escapa das principais armadilhas da ficção de conteúdo social: o paternalismo, a demagogia, a sentimentalização da miséria. Sem jamais abrir mão do realismo, consegue criar situações em que conflitos urbanos ganham contornos inusitados."
Carlos Graieb, Idem

"Dizem as faculdades de jornalismo que notícia mesmo não é um cão morder um transeunte. Notícia é o passante cravar os caninos no cachorro. É exatamente isso que fazem os contos de Marcelino Freire. São feitos de inversões, surpresas, de socos e facadas."
Cassiano Elek Machado, Folha de S. Paulo

"Com um fôlego incomum para variar os temas de uma banalizada via-crúcis urbana, Freire busca um tipo de impacto afetivo algo semelhante àquele produzido pelas lentes de Oliviero Toscani."
Alcir Pécora, Crítico

"Quando a qualidade literária está na indigestão."
Gilberto F. Martins, O Estado de S. Paulo

"A riqueza do livro Angu de Sangue, seu tempero original reside nos caleidoscópicos desdobramentos dos temas da morte em praticamente todas as narrativas [...] As belas montagens fotográficas de Jobalo engrossam o caldo."
Gilberto F. Martins, Idem

"São histórias preciosas que compõem uma espécie de mosaico - ou seria mais certo dizer angu? - feito de miséria, violência, desilusão e sangue."
André Nigri, Jornal da Tarde

"A persistência por se fazer entender ecoa na própria carpintaria do texto, no qual percebe-se a obsessão flaubertiana do autor pelo termo exato."
André Nigri, Idem

"A literatura brasileira não está mesmo morta: Marcelino Freire, embalado por 17 contos, fala com precisão e propósito."
Fernando Marques, Correio Braziliense

"Apesar de ter escolhido o formato conto, Marcelino Freire maneja seu texto quase como um poeta, encontrando saídas e associações impressionantes para as palavras e o enredo."
Schneider Carpeggiani, Jornal do Commercio

"Angu de Sangue traz denúncia legítima. [...] Expressa eficácia em contar curto, em ser breve, em dar um soco no leitor."
Adriana Dória Matos, Diário de Pernambuco

"Os contos são extremamente visuais. Acidez e lirismo. Crítica e poesia. A intimidade com as letras e a diversão ficam claras nos contos de Marcelino Freire."
Andréa Ribeiro, Caderno Rascunho

"O livro Angu de Sangue é marcado pela oralidade e pela sonoridade. Os personagens dos 17 contos dialogam com o leitor, pela atualidade dos temas abordados e pela denúncia social sem demagogia. Mas quem busca a resposta e decide de que lado vai ficar é o leitor."
Luciana Araújo, iG Ler

"O livro eraOdito é uma dessas engenhocas simples e divertidas que, sabe-se lá por que, guardam a capacidade de seduzir adultos e crianças, intelectuais e semi-analfabetos, patroas e domésticas. Sua principal característica é ter um pé lá e outro cá: enquanto o projeto gráfico de Silvana Zandomeni, impresso em papel de qualidade, insere o livro no rol dos objetos de grife."
Nelson de Oliveira, Jo
rnal do Brasil

"O eraOdito é um livro para diversão. Coisa para ler no metrô, no ônibus, desde que não atrapalhe "a lucidez do sobressalto". Se é antigo o gosto e o hábito desse palavra-puxa-palavra ou da frase chamando frase, o certo é que foram poucos os que as transformaram, como Arnaldo Antunes (em seu "Palavra Desordem") e Marcelino Freire."
Mário Hélio, Di‡rio de Pernambuco

"No eraOdito, o escritor-poeta brinca com a sabedoria expressa em máximas, provérbios e anexins, redescobrindo neles sentidos espantosos, processando um jogo verbal-visual que resultou numa série de revelações surpreendentes. Sorte do leitor. Viva o jogo!"
Alberto Guzik, escritor e crítico literário

"Genial."
Revista Ah!, Porto Alegre

"eraOdito é uma maldição, mata a inocência contemplativa. Freire vê as palavras por dentro, como um autismo musical que potencializa uma observação específica. Ele cria autoria com o material anônimo. O projeto gráfico de Silvana Zandomeni alumia suas virtudes, fortalecendo o sentido plástico de guernica ortográfica."
Fabrício Carpinejar, Redemoinho.com
, Porto Alegre

"Original no projeto, inteligente na execução, plasticamente bem acabado."
Bernardo Ajzenberg, escritor e ombudsman da Folha

"O eraOdito não nos dá outra saída senão ter uma relação menos ingênua com a linguagem. Uma obra de constante questionamento da aparente neutralidade da nossa língua."
Ivo Brunelli, lingüista

"A frase "A voz do povo é a voz do Zé" vale tratados de sociologia."
Luiz Roberto Guedes, poeta

"Quem gosta mais do eraOdito são meus netos. Eu gosto mesmo é do Angu de Sangue."
Manoel de Barros, poeta

"Fico sempre surpreendida com a inteligência das palavras. Uma inteligência que já está nelas mesmas e que algumas pessoas têm o talento de revelar. Os ditos do eraOdito têm esta qualidade."
Maria Rita Kehl, escritora e psicanalista

"Marcelino Freire, com sua perspicácia e talento únicos, nos põe a pensar, repensar e... gargalhar."
Vânia Bastos, cantora

"eraOdito é muito bem dito, bem feito, bem desenhado e bem divertido."
Marcello Serpa, publicitário

"Marcelino Freire e Silvana Zandomeni são pessoas que criam coisas que não existem. É gostoso ver o talento dessa dupla que a cada dia se renova e tem sabor de quero mais."
Alex Periscinoto, publicitário