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Contos Negreiros
"Contos Negreiros", lançado em julho de 2005, é meu primeiro livro pela editora Record, depois de cinco anos publicando pela Ateliê Editorial. Neste volume, cujo clima é inspirado nos livros de autores como Castro Alves e Cruz e Sousa, reuni o que chamo de "16 Cantos", onde os negros, direta e indiretamente, são personagens das narrativas. Com esses "Contos Negreiros", creio, fecho uma trilogia de temática social, digamos, começada pelo livro de contos "Angu de Sangue" (2000) e "BaléRalé" (2003). Agora, preparo-me para a feitura do meu primeiro romance, provisoriamente intitulado "Gonza-H", a ser publicado pela editora Record no final de 2006, começo de 2007.
Leia, abaixo, alguns comentários sobre os "Contos Negreiros":

O que espanta no livro de Marcelino Freire - e nos outros anteriores - é essa falta de pudor em pensar pelo avesso. Ele foge de clichês quando faz, através de sua literatura, uma "defesa da miséria", inaugurando pontos de vista inéditos na literatura brasileira.
Ana Lima, Suplemento Giordano

Em Contos Negreiros os textos são escritos em primeira pessoa, com uma forte preocupação com o registro quase melódico do discurso oral, da fala que tenta não apenas reproduzir a dicção de um personagem, mas sua personalidade.
Carlos André Moreira, Jornal Zero Hora

O escritor Marcelino Freire é capaz de provocar reações extremas. Com sua fala pontuada por palavrões, a capacidade de desconcertar ouvintes e leitores e a escrita que ecoa em nossos ouvidos mesmo depois de termos fechado seu livro. [...] As histórias que escreve são banhadas de oralidade
Daniela Birman, Jornal O Globo

Contos Negreiros desafia os escrúpulos da classe média e expõe as feridas do racismo. [...] É um livro engajado mesmo que não defenda nenhuma tese política, nenhum discurso de insurreição. Afinal, já estamos em guerra. [...] Marcelino Freire não está nem aí para dar lições a quem quer que seja sobre como lidar com a tragédia dessa magnitude. Mas ele a mostra sem os eufemismos de sempre.
Flávio Ilha, Revista Aplauso

Queixas, teimosias, ladainhas - esta é a arte do pernambucano de cabeça quente Marcelino Freire - dizer o que incomoda. É dessa forma que as histórias se sucedem. Negro trás negro, branco trás branco, negro trás negra trás branco. [...] Um livro abolicionista em pleno início de novo milênio.
Julián Fuks, Folha de S. Paulo

Contos Negreiros é, sob qualquer ângulo que se analise, uma obra instigante, bem ao gosto do caráter provocativo do autor. [...] Freire usa seu talento de ficcionista justamente para provocar e desacomodar o leitor, fiel ao entendimento de que essa é a função primordial do escritor.
Luiz Paulo Faccioli, Jornal Rascunho

Embora as situações sejam dramáticas, prevalecem um permanente entusiasmo de texto e um olhar irônico, transformando a maioria dos contos em peças humorísticas, de um humor amargo. Marcelino Freire é herdeiro direto do conto-piada de Dalton Trevisan, que se apropriou do poema-piada de Oswald de Andrade - o santo caseiro da síntese.
Miguel Sanches Neto, Revista CartaCapital

Como a figura que estampa a capa do livro - belo projeto de Silvana Zandomeni - vista de costas e de frente, estamos ali todos nus, espelhados em rimas cordelinas e situações de choque que tão bem e em tão poucas palavras descreve o autor. [...] Em Contos Negreiros, Marcelino Freire reafirma um jeito seu de narrar. Uma voz ecoando na contracorrente da prosa tradicional e asséptica.
Moacyr Godoy Moreira, Site Cronópios

Contos Negreiros não tem a mínima pretensão de ser uma obra-manifesto. O livro reúne personagens à margem (negros ou não). Tudo num ritmo cortante, de apropriação da linguagem, de displicência com a pontuação, marca estilística já consagrada do autor.
Paula Barcellos, Jornal do Brasil

Contos Negreiros marca o estilo conciso, musical e brutalmente criativo do autor. [...] Obra de denúncia, sem ser panfletária.
Rogério Borges, Jornal O Popular

Em Contos Negreiros, a prosa "suingada" continua assim, com ritmo. A novidade é o diálogo intenso com a poesia. Ritmo e rima. Ritmo e poesia, que é igual a rap. Marcelino Freire encontrou um tom. Está entre os poucos autores contemporâneos a ter isso.
Sérgio de Sá, Correio Braziliense

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