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BaléRalé
BaléRalé
reúne o que eu chamo de 18 improvisos. Lançado
em maio de 2003, o volume inaugurou, ao lado do romance inédito
a.s.a. associação dos solitários
anônimos, do mineiro Rosário Fusco, a série
LêProsa, uma parceria entre a eraOdito editOra e a Ateliê
Editorial. Acompanhe, a seguir, alguns comentários sobre
o livro

Freire não
usa sapatilhas para escrever. É a ponta dos dedos que seus
personagens equilibram na ponta do precipício.
Adrienne Myrtes,
site Capitu

É o avesso
da prolixidade. Tudo seco, descarnado, emocionante, essencial e
verdadeiro. BaléRalé me tocou de um jeito pungente,
como muito pouca coisa me tocou nos últimos anos.
Alberto Guzik, escritor, ator e crítico teatral

Nesses 18
improvisos, o autor demonstra perfeito domínio da prosódia.
Caderno Mais!, Folha de S. Paulo

O verdadeiro bailarino
é Marcelino, que saltita, pula e pratica piruetas por cima
de desgraças, risos, horror e beleza.
Claudinei Vieira, IgLer

Passamos de um
a outro conto na esperança de encontrar tiquinho só
de esperança mas qual! nos transviamos por novos acúmulos
de desespero. A atmosfera do BaléRalé
é toda ela de melancolia.
Evandro Affonso Ferreira, escritor

Beleza de livro.
De uma poesia fodida, de deixar qualquer um acachapado.
Fábio Fernandes, escritor

É um dos
melhores livros de contos do ano e uma das piores experiências
de aniquilamento da inocência.
Fabrício Carpinejar, jornal Rascunho

Chama a atenção
o olhar bastante original lançado sobre temas como o homoerotismo,
o abuso sexual, a prostituição, normalmente tão
carregados de mensagens politicamente corretas e que o autor explora
aqui com uma sutileza e uma ambigüidade que pouco se vêem
na ficção brasileira mais recente. Uma rara combinação
de lirismo, humor e crítica social.
Flávio Carneiro, Jornal do Brasil

Livro de contos
mostra um prosador maduro e que merece ser provocado.
Haroldo Ceravolo Sereza, O Estado de S. Paulo

A sua fala ritmada,
estonteante, faz nossa cabeça girar num carrossel felliniano.
Vamos todos nos apaixonando por esse bailarino ensandecido.
Ivana Arruda Leite, escritora

Este Balé
nada tem de Ralé. Antes, tem uma unidade feroz, um apuro
de linguagem e uma definição clara do território
ficcional do autor. Formidável!
Marçal Aquino

Uma das vantagens
do Marcelino sobre outros escritores desta geração
é o trabalho com as palavras, a preocupação
em ser seco, ser real, mas sem abrir mão do trabalho com
a escrita.
Marcelo Barbão

Não faltará
quem se choque ao ler este livro de Marcelino Freire. A sua escrita
é explícita. A agilidade é a sua marca. A fala
que é sempre consciência nunca deixa dormitar o leitor.
Construindo as suas fábulas sem moral, ele não procura
chocar ninguém, mas exercitar a linguagem franca e direta.
Mário Hélio, Diário de Pernambuco

Marcelino Freire
chama o leitor a um canto para ver a matéria podre da qual
é composta a sociedade e alguns (muitos?) de seus membros.
Desvenda, desnuda, exterioriza. Jamais sensacionaliza: aponta.
Moacyr Moreira, IgLer

Fiquei de queixo
caído com o BaléRalé. Que força tem
os contos! Cada um é uma verdadeira porrada - e cada um é
Literatura com 'L' maiúsculo.
Moacyr Scliar, escritor

Marcelino Freire
em BaléRalé diz por que é o inventor
da LPB, Literatura Popular Brasileira. Ele é uma espécie
de Chico César, Chico Science, Zeca Baleiro das Letras.
Nelson de Oliveira, escritor

É porrada
de novo!
Schneider Carpeggiane, Jornal do Commercio

O popular está
representado nos personagens, todos eles à deriva. O clássico
está no frenesi poético que domina a obra e na estrutura
dos textos. A oralidade das palavras, ao modo de uma dança,
cria um clímax, tornando a narrativa quase teatral.
Silvio Anunciação, Correio Popular

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